domingo, 30 de novembro de 2014

Adeus ao grande homem e empresário Gilberto Leite!

Em em especial a Professora Marilza Leite, quero dedicar esta homenagem e meu profundo sentimento a toda a sua família. Tive a oportunidade de conhecer e conversar por mais de 40 minutos com o homem que me inspirou a acreditar que nem todos os empresários são pessoas ruins e despreocupada com a sociedade. Gilberto Leite era diferente e me ajudou a abrir os olhos para muita coisa de ruim que acontece em nosso município, o qual ele amava como eu. 

Toda força do mundo Marilza, podemos imaginar o quão profundo tem sido a sua dor. Ao lado do homem da sua vida e vivendo toda a sua luta pela vida! Meus sentimentos e profundo pesar por sua perda, pois todos nós também perdemos!

Chaves não morreu !

Vivemos grande parte da nossa vida assistindo todos os dias as aventuras e peripécias de Chaves. Ele jamais morrerá em nossos corações e em nossas mentes. Chaves é eterno!

Que possamos todos ser um pouco Chaves em nossas vidas!


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O povo precisa decidir o que é melhor!

“Cosanpa está preparada para cumprir metas”


A presidente da Cosanpa, Noêmia Jacob, em contato telefônico com o jornalista Hiroshi Bogéa, pediu  direito à manifestação, diante da entrevista do prefeito de Marabá sobre o processo de licitação da concessão dos serviços de água e esgoto da cidade.
Fez considerações em cima do que pautou João Salame, garantindo que a Cosanpa está preparada para  cumprir as metas estabelecidas pelo poder público, diante de uma agência reguladora.
A seguir, resumo do que disse Noêmia:
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Tarifa da água, caso o serviço seja terceirizado:
Uma coisa é o que o prefeito diz, outra coisa é o que está publicado no edital para qualquer um que queria ler, então quando você baixa no site da prefeitura a política tarifaria ela fica bastante evidente em relação a algumas questões. Bom, a água em Marabá hoje, ela já tem uma tarifa subsidiada pelo Governo do Estado, desde 2008, a tarifa não é reajustada e a Cosanpa tem a menor tarifa do Brasil, mas vamos lá, a tarifa de saída para as contas não hidrometradas seguem mais ou menos o mesmo valor das nossas tarifas, já pela proposta do prefeito é  criada uma tarifa social, no entanto essa tarifa social é apenas para 10% dos números de ligações residenciais, se você observar os resultados da Cosanpa hoje nas ligações que tem em Marabá, temos aproximadamente 19 mil ligações, isso significa dizer que o prefeito daria essa tarifa social para apenas 1.900 pessoas, sendo que registrado no cadastro da Cosanpa como R1, que são aquelas famílias que tem apenas 2 pontos de água ou seja significando e indicando que são famílias de baixa renda, nós temos 7.900 famílias. Então, hoje eu tenho 7.900 famílias que fazem jus a essa tarifa social mas serão, digamos que escolhidas 1.900 e qual o critério da escolha? Não está dito, então tem algumas coisas que precisam estar postas. Segundo ponto importante, quando a gente fala de preço de quanto custa a água, a gente vai falar de água hidrometrada e água não-hidrometrada, existe tarifa diferenciada para água não-hidrometrada e para água hidrometrada, ou seja, na medida que eu coloca um hidrômetro que significa que eu vou reduzir o desperdício, portanto o custo da empresa vai ser menor, porque as pessoas vão pagar por aquilo que efetivamente elas estão consumindo com a hidromentação, e que essa é a tendência de que todas as companhias de saneamento hidrometrar 100% das suas casas e das suas ligações.

Meta de hidrometrar 100% a cidade
Não é questão de meta porque aí é uma questão de eficiência, ou seja, todas as companhias buscam a hidrometração porque a hidrometração faz com que você reduza o desperdício de água, porque as pessoas passam a consumir e a pagar aquilo que elas efetivamente consomem, então você tem uma tendência natural das companhias, ou seja, todas as companhias buscam hidrometrar 100% da sua água, mas voltando à tarifa, essa tarifa diferenciada faz com que a tarifa da conta hidrometrada seja 75% mais cara, de cara, então efetivamente nos já teremos em Marabá pessoas que só com a assinatura do contrato de privatização, já passarão a pagar mais, porque a tarifa hidrometrada é 75% mais cara.

A Cosanpa é acusada em Marabá de não  prestar serviços  satisfatórios de abastecimento. Como a empresa se defende diante de tantas reclamações da população?
Eu digo que não é verdade, a população que reside na Nova Marabá e na Cidade Nova que já estão recebendo a água oriunda da nossa nova estação de tratamento de água, pode ser entrevistada e pode falar sobre isso. A nossa água é límpida, ela é cristalina. Na Marabá Pioneira, nós precisamos fazer revitalização dos filtros e da nossa Estação de Tratamento da Água, a água ela é potável, no entanto, em períodos em que o rio esta com mais turbidez, ela fica com uma aparência que não é  bonita, mas ainda sim é uma água potável.

Sobre o Edital de licitação publicado pela Prefeitura de Marabá:
No material que está publicado no site, diz que para a empresa  participar da licitação nas qualificações econômicas e financeiras, elas tem que ter um índice de liquidez maior ou igual a 1, e o índice de liquidez corrente maior ou igual a 1, o que significa isso? significa dizer que “eu” tenho que ser uma empresa que pra cada 1 real que eu tenha de divida ou de investimento, eu tenho mais do que 1 para cumprir com essa tarefa, as empresas públicas do Brasil, se você for olhar os dados que estão publicados no Sistema Nacional de Informação de Saneamento no SNIS, e não demonstram, demonstram que nenhuma empresa pública poderia participar, por exemplo, a poderosa SABESP não poderia participar, imagina a Cosanpa por que a empresa é bancada pelo estado que é o seu principal acionista, alem disso nem ao menos de forma consorciada, porque se eu quisesse fazer o consórcio com uma outra empresa pra participar, ainda sim eu penalizaria essa nova empresa, porque o edital diz que as avaliações serão feitas individualmente. Agora observe que somente as avaliações econômico-financeiras, porque na qualificação técnica permite a soma das qualificações para fazer o índice que  pretende.

Considerações sobre Privatização e  Terceirização
O prefeito também tem dito assim “Não estamos privatizando a água, estamos terceirizando”. Veja  bem, terceirizar um serviço é muito diferente de uma concessão. Quando a gente fala da privatização da água, ou seja, nós estamos falando que o prefeito não terá gestão sobre a empresa que ganhar, seja ela pública ou privada, ou seja, a licitação nos termos que está posta, como eu falei, que não permite que ou pelo menos que a maioria das empresas públicas existentes nesse país possam participar, significa que ele busca um parceiro privado, então a partir do momento em que ele tem um parceiro privado ele tem uma água privada. Na minha avaliação, é privatização, porque a terceirização do serviço é quando eu contrato,  um serviço, alguém para prestar um serviço, porém a gestão daquela atividade continua sendo minha e eu posso a qualquer momento retomá-la, na concessão é diferente, temos uma regulação uma agência reguladora, porém se quem vier a ganhar o serviço for uma empresa privada a água será privatizada e a população pode caro por isso.

Não há guerra entre a Cosanpa e a Prefeitura de Marabá.
Não, não há qualquer guerra, eu conheço a legitimidade do prefeito em tomar qualquer atitude que ele entenda que deva tomar. No entanto volto a dizer, o que nós pleiteamos é o direito de participar, esse é um direito legitimo também nosso, como empresa pública, porque entendemos que é melhor para a população de Marabá. E o prefeito tem dito que a gente nunca fez nenhum investimento, ele fala que nós nunca nos comprometemos com meta, e aí novamente parece que está havendo um grande equivoco, porque a lei saneamento é de 2007.
A  partir de 2007 é a que a lei vem e diz que “precisamos ter um plano de saneamento, a concessão é da prefeitura ela tem que fazer seu plano de saneamento e ali estipular metas e regulamentos, ela têm que ter uma agência que regule o serviço diferente de quem presta esse serviço”, isso só acontece a partir do marco regulatório 2007, portanto qualquer empresa, seja a Cosanpa, seja uma empresa privada que assuma a concessão de Marabá, só pode fazê-lo se comprometendo com metas, se comprometendo com planos de investimentos, e a partir do momento que ela faz, que ela participa e assina esse contrato é igualzinho a sua responsabilidade, seja ela pública, seja ela privada, porque você terá uma agência reguladora que acompanhará o seu desempenho e que tem sanções quando você não cumpre, volto a dizer, não é a questão de ser a Cosanpa ou não ser a Cosanpa, significa que qualquer empresa neste momento a partir do marco regulatório e a partir do plano de saneamento de Marabá, tem que se comprometer com metas de qualidade, tem que se comprometer com metas de investimento.

Cosanpa tem como cumprir  metas
A  Cosanpa tem como cumprir essas metas, tem feito. Nós temos em Marabá um investimento de mais de 300 milhões de reais em andamento e obviamente temos hoje, fizemos a nova estação de tratamento de água, que foi 100 milhões só na estação de tratamento de água, são 107 milhões da estação de tratamento de esgoto, as metas que estão postas no plano nós temos condições de cumprir, o prefeito fala “ah vocês só tem 40 % de cobertura”, não, nós tivemos 45% de cobertura, porém com a estação de tratamento de água nova e entregue nós já estamos com 60% de cobertura de água, em 2015 nós vamos chegar a 71%, portanto, os indicadores nos mostram que a partir dos investimentos nos estamos preparados pra cumprir os desafios.

Previsão de investimentos da Cosanpa na  parte histórica da cidade (Marabá Pioneira)
Nós estamos com projeto desenhado pra revitalização da estação, porque obviamente precisamos levar água de qualidade a toda a cidade, não apenas na nova parte da cidade. Hoje, na Marabá Pioneira,  90% da população recebe água.

Papel da Agência Reguladora.
Já existe em Marabá uma agência reguladora, então através dessa agência reguladora a própria prefeitura vai poder acompanhar, fiscalizar, monitorar o trabalho da empresa que vai assumir essa concessão em Marabá. Esse é o papel da agência reguladora, inclusive aplicar multas, sansões, encampar serviços, tudo ela pode fazer a partir desse processo, portanto sempre terá a cargo da prefeitura a fiscalização desse processo.

Preocupações da população: ter água na torneira, e quanto eu vou pagar por essa água. Diante dos investimentos em Marabá, a tarifada Cosanpa  vai mudar?
Obviamente, que toda vez que você tem o poder público investindo, ele sempre tem a preocupação de manter não só a qualidade do serviço mais o preço adequado e o subsídio necessário a quem não pode pagar por esse serviço. Hoje essa tarifa é absolutamente subsidiada, como eu falei essa tarifa não aumenta desde 2008, e nós já temos os nossos custos, subiram de 40% no edital que está posto, qualquer empresa que ganhe,  seja Cosanpa,  vai ter o seu  reajuste a partir do IPCA, isso é legítimo, vamos dizer, é legal. Por que?  Porque obviamente você tem que buscar o equilíbrio econômico-financeiro dessa atividade, agora a política tarifária, ela é diferente quando você tem uma empresa que não visa lucro de uma empresa que visa lucro. A  Cosanpa não é uma empresa que visa lucro.

 Cosanpa quer participar da nova licitação pra conseguir a  concessão.

É a única coisa que eu quero e que o prefeito realmente me permita participar. Ou  seja, ele tá dizendo que eu posso participar, então se ele tá dizendo que eu posso participar, eu devo acreditar que ele vai tirar os itens do edital que me impedem de participar, uma vez que ele também quer que eu participe porque ele está dizendo que eu posso participar. Eu estou na Cosanpa há 10 meses e a sensação que eu tenho em relação a Marabá especificamente é que, no momento em que eu me estruturei pra prestar um bom serviço, momento em que eu comecei a fazer os investimentos, e eles estão prontos, de repente alguém diz “olha não quero mais que você preste esse serviço, não me interessa se você gastou 100 milhões, 200 milhões ou 300 milhões”. O mais o importante é que a população saiba que esses investimentos que foram feitos serão pagos pela própria prefeitura porque assumiu o processo, porque nós temos um convênio federativo, que diz que a prefeitura tinha que me avisar com 1 ano se ela queria ou não fazer a concessão comigo e não fez isso. Eu posso pedir a tutela antecipada, entrar com a ação que esses recursos públicos que foram investidos e que serão entregues pra iniciativa privada sejam devolvidos para o governo. Isso me mostra o interesse, ou seja, que esse recurso precisa está na conta pra quem vai pagar, e isso não está no edital, então significa também que o fato de não estar 300 milhões de reais que não é 30 mil reais, não é 300 reais, é 300 milhões de reais que podem causar desequilíbrio na própria proposta econômico-financeira.
Indenização dos investimentos feitos na cidade
Vai ser a prefeitura ou vai ser a empresa que vai assumir o serviço,  não sei. Mas não está posto isso no edital, portanto, isso é uma grande incógnita, mas alguém vai ter que assumir isso, porque a lei assim diz, a lei diz que todos os investimentos realizados e não depreciados serão devolvidos para a companhia para que se possa fazer a substituição da companhia. A vontade da Cosanpa é participar do processo é poder  efetivamente continuar mantendo o serviço pra população.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SINTEPP publica nota contra a responsabilização dos profissionais do magistério

SINTEPP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
SUBSEDE DE MARABÁ
Marabá-PA, 05 de novembro de 2014. 

NOTA DO SINTEPP EM REPÚDIO A RESPONSABILIZAÇÃO E A CRIMINALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
Nós últimos meses temos recebido uma série de queixas dos nossos profissionais do magistério dando conta de que estão sendo assediados, criminalizados e responsabilizados por todos os problemas e mazelas da educação pública do município de Marabá por parte da Secretaria Municipal de Educação.
Precisamos deixar claro que pensamos exatamente ao contrário. Nós professores temos um papel fundamental na vida e na formação dos nossos alunos. Porém, defendemos a tese de que não somos os únicos. “Todos são responsáveis pela educação de nossos estudantes”. A sociedade, os pais os professores e as autoridades políticas e educacionais somos todos coautores desse processo de formação dos nossos cidadãos.
O Secretário de Educação precisa convencer a nossa categoria a se doar ainda mais, já que o sistema municipal de educação e a sociedade não estão sendo capazes de cumprir com a sua responsabilidade.
Os alunos têm pouco acompanhamento familiar e a maioria das escolas estão em condições precárias! Tentar obrigar os professores e demais profissionais do magistério a assumirem todas as responsabilidades neste processo é, ao nosso ver, uma postura distanciada da realidade e prática de quem pouco conhece a verdadeira realidade da educação pública em todo o nosso país.
Avisamos ao Secretário e a todos os técnicos em educação lotados na SEMED que estamos dispostos a fazer o bom debate com toda a nossa categoria no sentido de ajudarmos mais ainda a melhorar os índices cobrados pelo Sistema Educacional de nosso país, que tanto se apega a números, mas muito pouco faz na prática para melhorar a educação pública de nosso país.
Mas avisamos também que estamos com uma disposição ainda maior de combater toda e qualquer forma de abuso, assédio, ameaça e/ou tentativa de criminalização dos trabalhadores e trabalhadores em educação.
Nossos gestores de unidade escolar aceitaram o desafio de participar do processo de democratização do espaço escolar. Foram eleitos pela comunidade. Mas isso não significa que agora são responsáveis por todos os problemas da escola. O calendário escolar, foco dos últimos problemas, deve e é discutido em todas as escolas, mas isso não significa que depois de aprovado não possa ser alterado. Desrespeito seria não cumprir os 200 dias letivos assegurados em Lei. Precisamos fortalecer a autonomia das escolas, do contrário, não precisaremos construir a tão sonhada Gestão Democrática. Essa briga por poder dentro da educação em nada contribui para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Sabemos que a autonomia dos nossos diretores e da escola tem um limite, mas esses limites precisam ser debatidos e aprovados em comum acordo entre a escola, comunidade escolar e Secretaria Municipal de Educação.
A Coordenação

terça-feira, 4 de novembro de 2014


Multas sobre principal motivo de mortes nas estradas sobem até 900%

Punições sobre ultrapassagens perigosas e rachas ficam mais severas.
Medidas integram plano para reduzir em 50% mortes no trânsito até 2020.

Peter FussyDo G1, em São Paulo
As punições para motoristas que fazem ultrapassagens perigosas e rachas passam a ser mais severas neste sábado (1º) em todo o Brasil. Em alguns casos, as multas ficaram 900% mais pesadas e se equiparam com a de dirigir embriagado, chegando a R$ 1.915 – o valor mais alto para uma infração de trânsito no país (veja a tabela abaixo).
Multas mais pesadas 2 (Foto: Arte/G1)
É o caso, por exemplo, de ultrapassagens forçadas quando outro veículo vem em sentido oposto da via (artigo 191 do Código de Trânsito Brasileiro), que passam de R$ 191,54 para o valor máximo, além de suspensão da carteira de habilitação (CNH). Ultrapassagens ilegais ou perigosas são responsáveis pelo tipo de acidente que mais mata nas estradas federais: as colisões frontais.
De janeiro a setembro de 2014, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 5.042 acidentes deste tipo. Isso equivale a 3,99% do total de acidentes no período, mas esse é o tipo mais letal.
Segundo levantamento da polícia, as colisões frontais deixaram 2.067 vítimas fatais nos 9 primeiros meses do ano, ou 33,5% do total de mortes nas estradas. O número de mortos em batidas de frente no período subiu 5,5% em relação ao ano passado.
Colisões traseiras lideram em número de acidentes entre janeiro e setembro (37 mil), mas o as mortes causadas por elas equivalem a um quarto do número dos que morreram por causa de colisões frontais.
A segunda principal causa de mortes nas estradas é o atropelamento, que vitimou 940 pessoas até setembro.
De acordo com a PRF, as punições mais severas para determinados tipos de infração fazem parte de um pacote para reduzir as mortes no trânsito em 50% até 2020.
No total, são 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) alterados, entre eles ultrapassar em faixa contínua (artigo 203) ou pelo acostamento (artigo 202). Neste último caso, a infração foi de grave para gravíssima - as demais já eram consideradas de maior gravidade.
Além disso, se o motorista repetir a infração em menos de 12 meses, o valor da multa dobra na segunda autuação, para até R$ 3.830,80. A mudança na legislação foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em maio deste ano, com validade após 6 meses.
Rachas
Ações de direção agressiva, como disputar corrida (artigo 173), promover competição ou participar de exibições de manobras (artigo 174), manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem (artigo 175), agora são consideradas todas tão graves quanto dirigir alcoolizado, com multa de R$ 1.915.
Se for pego nestes casos, o motorista poderá ficar mais tempo na prisão, de acordo com a nova lei. A pena para participar de “racha” agora varia de 6 meses a 3 anos de reclusão – antes o limite era de 2 anos. Caso alguém fique ferido, o período passa para 3 a 6 anos. Já em caso de morte, a legislação prevê agora de 5 a 10 anos na cadeia.
Expectativa
A Polícia Rodoviária Federal espera que as multas mais pesadas reduzam o número de acidentes com vítimas fatais em pelo menos 5% nos próximos meses, com queda mais acentuada ao longo do tempo devido à fiscalização.
A entrada em vigor dos novos valores ocorre perto do momento em que a PRF intensifica o controle nas estradas, entre dezembro e fevereiro, quando grande parte da população tira pelo menos alguns dias de férias.
Para o consultor internacional em segurança de trânsito Philip Gold, a fiscalização tem o mesmo peso que o aumento das multas para a mente do condutor. “Diversos estudos apontam que o risco de pagar mais e a chance maior de ser multado têm o mesmo efeito”, afirmou.
Já Eduardo Biavati, sociólogo e especialista em educação e segurança no trânsito, aponta para uma solução tecnológica. “A mudança é importante, mas resolve? Não, porque teria de ser acompanhada por um plano de monitoramento com câmeras, para os motoristas saírem nas férias com medo de serem autuados. Não adianta os meios de comunicação falarem agora, as pessoas vão esquecer.”
Desequilíbrio
De acordo com os especialistas consultados, a correção dos valores é feita com atraso de mais de uma década, mas é importante para retomar a eficácia das punições. As multas foram fixadas em 1997 e deveriam ser corrigidas pela Ufir (Unidade fiscal de referência), que foi extinta em 2000. Desde então ficaram congeladas, com exceção das mudanças na chamada Lei Seca em 2008.
“Após um período inicial com efeito muito importante de redução da mortalidade, de lá para cá a coisa veio perdendo força. Agora, esse pequeno pacote foca em uma das frentes do problemas, a alta gravidade dos acidentes nas rodovias”, afirma Biavati.
As mudanças pontuais criam um desequilíbrio dentro do Código Brasileiro de Trânsito com relação às multas, dizem eles. A sanção para quem fala ou utiliza telefone celular dirigindo continua de R$ 85 e 4 pontos na carteira, enquanto quem não usar o cinto de segurança é penalizado com R$ 127 e 5 pontos na carteira. “Algumas pessoas ‘colecionam’ essas multas de R$ 80 ou R$ 100. Não dá em nada”, comentou Biavati.
No Reino Unido, por exemplo, a multa para usar o telefone enquanto dirige é de 1 mil libras, ou seja, cerca de R$ 3,9 mil (na cotação de sexta-feira) – mais do que a multa máxima no Brasil. Por lá, a sanção para dirigir embriagado é de 5 mil libras (R$ 19,5 mil) e não há limite para multa em caso de morte.
“Para o motorista médio, um possível problema financeiro causado por multa gera uma mudança no comportamento. No entanto, há um limite. Valores muito altos já não fazem diferença, mas ainda não chegamos nem perto deste valor excessivo. Por enquanto, quanto maior a multa, melhor”, afirmou 

Piso dos profissionais do magistério pode aumentar cerca de 13%, passando de R$ 1.697,00 para R$ 1.917,61!

Reajuste do piso do magistério: a luta continua!

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Passada a mobilização em torno do Plano Nacional de Educação (a luta agora fica por conta da elaboração democrática e aprovação dos planos subnacionais até 24/06/2015), a CNTE convoca a categoria para atuar em defesa da Lei do Piso (no 11.738), em especial pela valorização real (acima da inflação) do valor do piso. Para 2015, a estimativa de crescimento do piso nacional não deverá ser inferior a 13%, à luz do crescimento consolidado do valor per capita do Fundeb entre 2012 e 2013.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) já convocou atividades no Congresso Nacional para os dias 7 e 8 de outubro, a fim de pressionar os parlamentares a votarem temas de interesse dos prefeitos, entre eles, a derrubada do recurso que impede a aplicação imediata do INPC como único critério de reajuste do piso do magistério.
Desde 2011, quando o PL 3.776/08 foi aprovado na surdina pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a CNTE tem atuado para manter suspensos os efeitos do referido Projeto de Lei, que compromete inteiramente a perspectiva de cumprimento da meta 17 do PNE. Esta, por sua vez, pretende equiparar em até 6 anos a remuneração média do magistério com a de outras categoriais com mesmo nível de escolaridade.
Em 2012, como encaminhamento do grupo de trabalho formado por parlamentares da Câmara Federal e entidades da sociedade civil, a CNTE apresentou proposta de adequação do critério de reajuste do piso pautada no crescimento nominal das receitas do Fundeb, a qual, consequentemente, mantinha a perspectiva de valorização do piso acima da inflação. Porém, a proposta não prosperou por pressão dos governadores e prefeitos!
Agora, tendo em vista a mudança de grande parte dos parlamentares do Congresso Nacional, os gestores estaduais e municipais concentrarão seus esforços para convencer os deputados a derrubarem o recurso que impede a aplicação do INPC. E isso requererá muita pressão dos trabalhadores para evitar tamanho prejuízo.
No dia 8 de outubro a Direção Executiva da CNTE estará reunida em Brasília para debater e aprovar o calendário de mobilização nacional em defesa do piso, da carreira e das condições de trabalho de nossa categoria. Portanto, fiquemos todos de prontidão para atuarmos com força e determinação, novamente, nessa pauta de extrema importância para a qualidade da educação e a valorização efetiva de seus profissionais.

SINTEPP se manifesta sobre o fim das eleições

A Eleição acabou...E agora Educação?

   
     Todos acompanharam ansiosos pelo resultado da disputa eleitoral de 2014 à Presidência da República, entre Dilma (PT) e Aécio (PSDB). Depois de 8 anos de Governo Lula, essa foi a primeira eleição mais disputada e dividida que o PT já enfrentou nos últimos anos, significando um claro sentimento que do jeito que o país está sem avanços, a sociedade não quer mais continuar.
   Aécio (PSDB) representa os setores mais reacionários e tradicionalistas da sociedade, chamados de extrema direita. Nós conhecemos muito bem sua prática, mas para uma maioria que votou nele, acreditou que ele representava a mudança.
   Nesse cenário de ressaca pós-eleição, Dilma (PT) e Jatene (PSDB) virão com ferro e fogo para cima das oposições que surgiram ao longo desse processo. Falam em Golpe midiático, surgem discursos preconceituosos, Lula (PT) aparece na TV defendendo o PT, exortam o comunismo e enaltecem decisões/posições totalitárias a determinados grupos e pessoas do norte e nordeste.
   Nenhum, nem outro representam a luta dos trabalhadores de forma geral. Para a Educação avançar, temos que continuar nas ruas reivindicando nossos direitos em todos os momentos que nos sentirmos atacados. Nos últimos oito anos os investimentos na Educação não chegaram a 5% do orçamento da dívida pública, além da luta pelos 10% do PIB, que passou no último Plano Nacional de Educalção - PNE (2011-2020), mas não da forma que reivindicamos. Queríamos o investimento anual dos 10% e pela proposta do governo o investimento dos 10% será de forma gradual até chegar 2020.
   O Governo Dilma (PT) impôs uma lógica de produtividade no novo PNE que muitos ainda não se deram conta que esse resultado estará atrelado a política de meritocracia na avaliação final do produto. 
  São 20 metas alicerçadas na política neoliberal, com ênfase na produtividade e análise de resultados aferidos através de avaliações individuais e das escolas. Em Marabá, já começamos a nos preparar para contribuir e criticar na reformulação das propostas do Plano Municipal de Educação.


A Coordenação

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Informação importante para condutores de veículos!


Transamazônica e BR-155 interditadas na entrada de Marabá
 
Quem pretende chegar a Marabá ou sair da cidade, pelas rodovias BR-230 – a Transamazônica e BR-155, esta no sentido de Eldorado dos Carajás, deve fazê-lo, desta segunda-feira, 3, até sexta-feira, 7, utilizando desvios previamente preparados.
Assim, quem quiser ter acesso à BR-155, a partir do entroncamento do Km 6, deve seguir pela Transamazônica e pegar o desvio antes da sede da AABB.
Mas, o condutor que pretende sair da BR-155 e acessar a Transamazônica deve seguir pela estrada de apoio à direita antes do viaduto.
A interrupção se deve aos serviços de drenagem que estão sendo realizados pela Vale, como parte da construção de um novo viaduto ferroviário