quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Desculpa criada por grupo de Jatene é desmentida por perito conceituado!

Izabela, Molina, polícia, Pirandello e Carlyle

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A afirmação consta no laudo pericial da gravação na qual a Senhora Izabela Jatene pede ao subsecretário de Receitas da Sefa a listagem dos 300 maiores contribuintes do Pará, para “buscar um dinheirinho”.
Em sua defesa, Izabela Jatene alega que da gravação foi suprimido o trecho “pra financiar o Propaz”, portanto afirma que houve manipulação fraudulenta da mídia, o que é desmentido pelo perito Molina.
Supressões e inclusões de trechos em gravações são os primeiros eventos analisados por peritos, e caso sejam encontrados a análise não prossegue, encerrando-se o laudo com a afirmação de que a mídia está fraudulentamente manipulada, não podendo ser considerada autêntica para os fins periciais.
> Caso de polícia
O fato é que um caso de polícia acabou se transformando em um caso de política, com as respectivas torcidas, no antagonismo eleitoral, fazendo, no gargarejo dos palanques, o coro da esculhambação mútua.
Na ausência de uma polícia independente e de um Ministério Público eficaz, que persiga a punição de quem fraudou o erário, ou a gravação, desembocamos no vitaminado perfil bipolar da moralidade nacional, o que acaba sendo a conivência com o cinismo que opina serem verdadeiras as notícias dos maus feitos dos nossos adversários e falsas aquelas destiladas contra os nossos correligionários.
> Pirandello
Isso nos faz à parelha daquele sexteto elaborado pelo dramaturgo siciliano Luigi Pirandello, na sua antológica peça “Seis personagens à procura de um autor”, quando seis personagens, enjeitados pelo seus respectivos autores, invadem o ensaio de uma peça e tentam convencer o diretor da companhia a lhes encenar as vidas só pensadas, mas jamais escritas: ainda aguardamos alguém que escreva a história do Pará.
> Carlyle
Resta-nos, então, a máxima do escritor escocês Thomas Carlyle, que disse que “a miséria de qualquer espécie não é a causa, mas o efeito da imoralidade”.
A nossa imoralidade, portanto, tem como efeito as nossas misérias e já que elas, tanto ao cabo quanto ao rabo, assim nos apetecem, vivamos elas.

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