Candidato do PSDB diz que vê 'convergência' entre as duas propostas.
Sobre os apoios que já recebeu, disse que não foi por 'espaços do poder'.
Aécio Neves em entrevista na quinta-feira, no Rio
de Janeiro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
de Janeiro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
A Rede Sustentabilidade, grupo político criado pela ex-senadora, fez uma série de exigências como condição para apoiar o candidato tucano. Entre os principais pontos, estão questões como reforma agrária, demarcações de terras indígenas e de unidades de conservação , adoção de uma política “progressista” em relação ao clima, escola em tempo integral, passe livre para estudantes e revisão do fator previdenciário.
“Nós temos que aguardar que a Marina tome a sua decisão, não cabe a mim antecipar essa decisão. O que eu posso dizer é que encontro muitas convergências na questão social, na questão da sustentabilidade, entre os dois programas. Não acredito que haverá dificuldade para construirmos esse entendimento. Mas a espinha dorsal do nosso programa será mantida, até porque foi aprovada por mais de 30% dos brasileiros”, afirmou.
O candidato tucano já recebeu apoio de partidos como PSB, PV e PPS para
o segundo turno. Questionado sobre a participação que esses partidos
terão no seu governo caso seja eleito, Aécio afirmou que seu governo
será baseado na “meritocracia” e não na acomodação de aliados em
ministérios e outros cargos importantes.
“Esses apoios não estão se constituindo em torno de espaços de poder.
Nenhuma dessas forças políticas nos procurou para dizer que vai nos
apoiar se tiver esse ou aquele cargo. Essa forma criminosa de lotear a
máquina pública chegou a um limite tal que o próximo presidente da
República, espero que possa ser eu, vai ter responsabilidade de montar
um novo governo com base na meritocracia” afirmou o candidato.
Aécio afirmou que ficou muito satisfeito com o resultado do primeiro
turno e que está “otimista” com a possibilidade de vitória no segundo
turno. Por fim, criticou o primeiro programa eleitoral de sua
concorrente, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Para o tucano, os votos que conquistou no primeiro turno deixaram o PT “assustado”.
“Vejo a propaganda de um partido político assustado. Se no início do
segundo turno, um partido que está no governo há 12 anos, abre mão de
falar de futuro para falar apenas de passado é uma grande demonstração
de receio. A grande política de transferência de renda que o Brasil
contemporâneo viveu foi no governo Fernando Henrique com o Plano Real. O
PT
teve a virtude de ampliar os programas de transferência de renda
iniciados por nós, mas o programa da presidente ontem foi uma enorme
fraude intelectual”, concluiu Aécio.
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